Já não bastam os dedos das mãos. Para mostrar o tamanho do Real Madrid, a partir deste sábado, o mais comum dos recursos já não servirá. Porque um time que ganha 11 vezes o maior torneio de clubes do mundo não é comum.Tão incomum é o feito que incomum também é o nome: undecacampeão. 11 vezes maior que qualquer outro do continente. O Real Madrid é undecacampeão da Europa.
La Undécima foi sofrida, como La Décima já havia sido. O título sobre o Atlético de Madrid - mesmo rival da última conquista - só veio nos pênaltis, por 5 a 3, após empate por 1 a 1 em 120 minutos de tensão. E coube a Cristiano Ronaldo dar o último chute. O chute histórico de mais um título do clube mais vencedor do mundo.
Depois de semanas negando qualquer semelhança com Lisboa, o duelo iria - como em Lisboa! para a prorrogação.
No início do tempo extra, o jogo continuou na dinâmica da segunda etapa. O Atlético no ataque, o Real Madrid defendendo-se em busca da bola perfeita para liquidar o rival. Só que os dois times, cansados e pouco acostumados a exercerem o papel que exerciam na final, tiveram pouco sucesso.
No segundo tempo da prorrogação, o Real Madrid finalmente passou a ter mais presença ofensiva. O estádio prendeu a respiração quando Cristiano Ronaldo tomou distância para bater uma falta, aos 9 minutos, mas o chute do português estampou a barreira.
Já nos minutos finais, mais tensão - o cansaço cobrava caro dos jogadores, as cãimbras apareciam, e os dois times pareciam esperar a decisão por pênaltis. Foi quando, nos acréscimos, o Real Madrid fez um último esforço e conseguiu uma cobrança de escanteio: o filme de Lisboa se repetia na cabeça de 80 mil pessoas no estádio e de outras tantas em todo o mundo.
Mas o filme não se repetiu. O título da Champions League de 2016 seria decidido nos pênaltis. Nas cobranças, as sete primeiras bolas foram perfeitas, sem chances para os goleiros. Na quarta do Atlético, Juanfran chutou na trave. E coube a Cristiano Ronaldo a tarefa de sacramentar La Undécima.



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