
Em partida dramática
realizada no Estádio da Luz, em Portugal, o Real Madrid virou para cima do
Atlético de Madrid e se sagrou campeão da Liga dos Campeões pela 10ª vez. Na
grande decisão continental, a equipe comandada por Carlo Ancelotti empatou
um jogo desesperador aos 48min da etapa final e, com gol de Bale, do brasileiro
Marcelo e do astro Cristiano Ronaldo na prorrogação, venceu por 4 a 1 para
ficar com a taça.
O
resultado aumenta a distância do Real como maior vencedor da principal
competição continental. Depois do time merengue, o Milan, da Itália, é o grande
papa-títulos, com sete conquistas. O time de Carlo Ancelotti quebra, também, um
incômodo jejum: a última conquista havia ocorrido em 2002, há 12 anos.
O Atlético de Madrid, por outro lado, permanece em jejum na Liga dos Campeões:
nunca foi campeão, sendo que apenas uma vez disputou a decisão antes, em 1974,
quando perdeu para o Bayern de Munique, da Alemanha. Como consolo na boa
temporada da equipe de Diego Simeone fica o título espanhol confirmado sobre o
Barcelona recentemente.
O Atlético de Madrid, por outro lado, permanece em
jejum na Liga dos Campeões: nunca foi campeão, sendo que apenas uma vez disputou
a decisão antes, em 1974, quando perdeu para o Bayern de Munique, da Alemanha.
Como consolo na boa temporada da equipe de Diego Simeone fica o título espanhol
confirmado sobre o Barcelona recentemente.
O Atlético de Madrid foi quem sentiu o primeiro
baque na final da Liga dos Campeões. O atacante brasileiro naturalizado
espanhol Diego Costa, que sofreu nos últimos dias com problema muscular na coxa
e chegou a fazer tratamento alternativo com placenta de cavalo, alimentou as
esperanças ao ser escalado titular, mas ficou apenas 9min. Deu lugar a Adrián e
correu direto ao vestiário.
Em campo, os times fizeram confronto nervoso,
especialmente com a truculência dos jogadores do Atlético, que abusaram dos
carrinhos as discussões e empurra-empurra foram constantes. Na melhor chance do
Real, o zagueiro Tiago falhou na saída de jogo, Bale invadiu a área em
velocidade e bateu rente à trave esquerda. A jogada foi lamentada porque havia
outros dois companheiros em posição legal.
O Atlético de Madrid, por sua vez, conseguiu
aproveitar a falha adversária para abrir o placar. Aos 36min, Gabi cobrou
escanteio, Casillas saiu mal do gol e viu Godín ganhar disputa pelo alto para
dividir de cabeça; a bola pingou na grande área e foi em direção ao gol
enquanto o goleiro tentava a recuperação, mas a defesa, feita já dentro da meta,
não adiantou, e o marcador foi inaugurado.
No segundo tempo, o Atlético de Madrid adotou
postura mais defensiva, enquanto o Real Madrid levou suas investidas à
velocidade máxima, embora apostando muito nas bolas alçadas na área. Quando
ficava com a bola, os atleticanos conseguiam prendê-la no ataque, incluindo
série de escanteios conseguidos.
Cristiano Ronaldo assustou em cobrança de falta
defendida por Courtois aos 9min. Aos 18min, Isco cruzou da esquerda e o
atacante português cabeceou rente à trave. Carvajal encontrou Bale dentro da
área após troca de passe aos 29min, mas o chute foi para fora. Cristiano
Ronaldo tentou finalizar bola alçada com uma meia bicicleta, mas mandou por
cima aos 31min.
A pressão e a tensão atingiram níveis altíssimos,
mas a defesa do Atlético de Madrid a melhor da Liga dos Campeões foi fazendo
efeito, assim como a cera de alguns jogadores que passaram a ficar caídos no
gramado antes de substituições e após dividas. Nos 5min de acréscimos
decretados, o Real se salvou: aos 48min, Sérgio Ramos cabeceou em cobrança de
escanteio e levou o jogo para a prorrogação.
A prorrogação começou com o Real Madrid em alta e o
Atlético, se não psicologicamente abalado, mais cauteloso. O time de Carlo
Ancelotti fez a bola girar, mas teve poucas chances, além de permanecer à mercê
do rival durante todo o tempo. A tensão só mudou aos 5min do segundo tempo
extra, quando Di María fez grande jogada pela esquerda, passou entre dois
marcadores e bateu cruzado. Courtois rebateu e, na sobra, Bale completou de
cabeça.
O Atlético de Madrid tentou reagir e se atirar para
cima, mas encontrou dificuldades e deixou a defesa ainda mais desguarnecida.
Aos 12min, as esperanças acabaram de vez nos pés do brasileiro Marcelo. O
lateral esquerdo, que saiu da reserva para o confronto, invadiu a área pela
esquerda e bateu forte para fazer o terceiro. Ainda deu tempo de Godín fazer
pênalti em Cristiano Ronado.
Em casa, o português fechou a goleada do Real e a
conquista do título. Antes de a festa ser confirmada, houve ainda momento de desiquilíbrio
do técnico Diego Simeone, que chegou a invadir o gramado para discutir com
jogadores adversários. Ele acabou expulso. O Real acabou campeão.


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