quarta-feira, 4 de abril de 2012



SELEÇÃO BRASILEIRA : FACE OCULTA DE UM BANDO

Foi com grande satisfação que ontem, pude ver a presença de Branco, ex – jogador , hoje técnico do Figueirense e do também ex- jogador Ricardo Rocha. Já não fosse o suficiente os dois salvarem o programa do monólogo incansável e por que não dizer chato e presunçoso de Galvão Bueno, os dois além do show de eloquência nas declarações , revelaram histórias dos bastidores da Seleção Brasileira que foi campeã em 1994.

Com comparações que nada tem a ver com a qualidade individual do ontem e do hoje , sem a preocupação em criticar esquemas táticos ou jogadores que devem estar ou que não devem estar, os dois ex jogadores foram de uma felicidade ímpar ao traçar um paralelo daquela seleção e dessa , com uma palavra que acho que resume muito bem essa comparação: IDENTIDADE

No grupo de 1994 , segundo o próprio Ricardo Rocha, tínhamos uma geração , que calejada diante das criticas que sofreram em 1990 ( “ a ERA DUNGA”)soube focar o trabalho de preparação nas eliminatórias, soube espantar as vaidades, soube dividir a liderança entre jogadores como Dunga, Ricardo Rocha , Ricardo Gomes , enquanto esteve com a equipe antes da contusão que o tirou da Copa, Branco , Raí, Gilmar Rinaldi.

O ex quarto zagueiro , Ricardo Rocha, foi além, afirmando que assim como a geração dele e de Branco herdou uma bagagem muito boa de seus antecessores como Junior , Falcão , Cerezo, Zico ; passaram esse mesmo bastão a jogadores como Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Cafu etc e que hoje esse bastão caiu , esta no chão pois jogadores como Kaka, Adriano , Ronaldinho Gaúcho, não conseguiram dar a continuidade nesse processo e assim houve a perda de identidade.

Bem , com esse rico depoimento , eu já satisfeito de ter ouvido e visto o que vi e ouvi , entre uma piada e outra do sempre engraçado Ricardo Rocha, fui presenteado ( eu e os demais telespectadores)com uma revelação de bastidor , onde Ricardo e Branco  contaram da reunião que tiveram com Parreira ( eles e mais todo o plantel de selecionados) , as 04:00 hrs da manha, na granja Comary, onde o técnico Parreira queria pedir demissão da Seleção e o grupo reconhecendo a importância do mesmo para o grupo se fechou e o desfecho da história vocês já sabem .

Mas e hoje , isso se repetiria? Acredito que não , pois adicionado a falta de identidade , não temos grupo, o grupo para ser formado tem de estar mais junto, mais próximo , talvez com o espirito que uma eliminatórias traz e não teremos por sermos país sede, não temos grupo talvez porque nos reunimos na segunda feira no aeroporto , viajamos , reconhecemos o campo na terça , jogamos na quarta –feira , contra” poderosos”como o esquadrão do Gabão e na própria quarta feira já vamos de volta aos clubes de origem.

Fica o alerta a falta de identidade nos dá a face oculta e disforme de um grupo , que ainda prefiro chamar , de bando, um bando que desejo transformar se em um grupo , um grupo vencedor como o de 1994.

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