SELEÇÃO BRASILEIRA : FACE OCULTA DE UM BANDO
Foi com grande satisfação que
ontem, pude ver a presença de Branco, ex – jogador , hoje técnico do
Figueirense e do também ex- jogador Ricardo Rocha. Já não fosse o suficiente os
dois salvarem o programa do monólogo incansável e por que não dizer chato e
presunçoso de Galvão Bueno, os dois além do show de eloquência nas declarações ,
revelaram histórias dos bastidores da Seleção Brasileira que foi campeã em
1994.
Com comparações que nada tem a
ver com a qualidade individual do ontem e do hoje , sem a preocupação em
criticar esquemas táticos ou jogadores que devem estar ou que não devem estar,
os dois ex jogadores foram de uma felicidade ímpar ao traçar um paralelo
daquela seleção e dessa , com uma palavra que acho que resume muito bem essa
comparação: IDENTIDADE
No grupo de 1994 , segundo o
próprio Ricardo Rocha, tínhamos uma geração , que calejada diante das criticas
que sofreram em 1990 ( “ a ERA DUNGA”)soube focar o trabalho de preparação nas
eliminatórias, soube espantar as vaidades, soube dividir a liderança entre
jogadores como Dunga, Ricardo Rocha , Ricardo Gomes , enquanto esteve com a
equipe antes da contusão que o tirou da Copa, Branco , Raí, Gilmar Rinaldi.
O ex quarto zagueiro , Ricardo
Rocha, foi além, afirmando que assim como a geração dele e de Branco herdou uma
bagagem muito boa de seus antecessores como Junior , Falcão , Cerezo, Zico ;
passaram esse mesmo bastão a jogadores como Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Roberto
Carlos, Cafu etc e que hoje esse bastão caiu , esta no chão pois jogadores como
Kaka, Adriano , Ronaldinho Gaúcho, não conseguiram dar a continuidade nesse processo
e assim houve a perda de identidade.
Bem , com esse rico depoimento ,
eu já satisfeito de ter ouvido e visto o que vi e ouvi , entre uma piada e
outra do sempre engraçado Ricardo Rocha, fui presenteado ( eu e os demais
telespectadores)com uma revelação de bastidor , onde Ricardo e Branco contaram da reunião que tiveram com Parreira
( eles e mais todo o plantel de selecionados) , as 04:00 hrs da manha, na
granja Comary, onde o técnico Parreira queria pedir demissão da Seleção e o
grupo reconhecendo a importância do mesmo para o grupo se fechou e o desfecho
da história vocês já sabem .
Mas e hoje , isso se repetiria?
Acredito que não , pois adicionado a falta de identidade , não temos grupo, o
grupo para ser formado tem de estar mais junto, mais próximo , talvez com o
espirito que uma eliminatórias traz e não teremos por sermos país sede, não
temos grupo talvez porque nos reunimos na segunda feira no aeroporto , viajamos
, reconhecemos o campo na terça , jogamos na quarta –feira , contra”
poderosos”como o esquadrão do Gabão e na própria quarta feira já vamos de volta
aos clubes de origem.

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